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É tempo de (re)visitar os museus e monumentos da região

Os museus e monumentos são espaços ideais para um “desconfinamento” tranquilo, seguro e enriquecedor. Segue as nossas dicas e rende-te ao património cultural. 

01 Abril, 2021

É tempo de (re)visitar os museus e monumentos da região


Convento de Cristo (Tomar)

Os museus e monumentos vão finalmente reabrir, após quase três meses confinados: uma lufada de ar fresco e um excelente motivo para explorarmos as atrações culturais da região. 

A verdade é que não precisamos de ir muito longe para apreciar magníficos monumentos e visitar excelentes museus. Para preparar estas “viagens na minha terra”, a partir do dia 5 de abril, deixamos-te várias dicas.

 

Horários adaptados, bilhetes online e visitas gratuitas

 

Este regresso aos museus, monumentos, palácios e galerias de arte pretende salvaguardar o cumprimento das regras de saúde pública, por isso, além do uso de máscara obrigatória e de outras medidas similares, confere os horários antes da visita, pois continuam adaptados ao contexto, pelo menos, até ao próximo dia 3 de maio, data prevista para a conclusão do plano de desconfinamento. 

Também para reforçar a segurança dos visitantes, facilitando o acesso e evitando filas, muitos destes espaços já dispõem de venda de bilhetes online. No caso dos monumentos e museus tutelados pela Direção-Geral do Património (DGPC), esta é a grande novidade: a partir de dia 5 de abril o novo sistema de bilhética estará operacional neste site. Mais fácil e rápido do que nunca! 

 

Outra boa notícia é que este ano foram alargadas as visitas gratuitas no património tutelado pela DGPC, o que significa que podes visitar estes espaços gratuitamente todos os domingos e feriados! Sendo que, enquanto vigorar a obrigação de recolhimento a partir das 13 horas, aos sábados e domingos estes museus apenas funcionarão durante o período da manhã, com entradas gratuitas para todos os visitantes.

 

No Centro é que está a virtude

 

Ou, pelo menos, grande parte das jóias do património cultural português. Vejamos: dos 25 monumentos da responsabilidade do DGPC em todo o território, sete deles encontram-se na região Centro, o que perfaz quase 30%, sendo que quatro são de particular relevância por estarem inscritos no património mundial da UNESCO: os Mosteiros da Batalha e Alcobaça, o Convento de Cristo (Tomar) e o Museu Nacional de Machado de Castro, que integra a área classificada em Coimbra (Universidade, Alta e Sofia). 


Mosteiro de Alcobaça

 

Não sabes por onde começar? Damos-te uma ajuda. 

 

Mosteiro de Alcobaça

É um dos mais importantes mosteiros cistercienses e o primeiro exemplar da arquitetura gótica no País, com uma imensurável nave central que a torna “a maior igreja de Portugal” e onde os túmulos dos amantes D. Pedro e D. Inês de Castro continuam a ser motivo de “peregrinação” —  não fosse esta uma das mais intensas e trágicas narrativas de amor de que há memória. Sugerimos este roteiro, para não te perderes nesta “Terra de Paixão”. 

 

Mosteiro da Batalha

Magnífico monumento do estilo gótico-tardio (Manuelino), este mosteiro está intimamente ligado à Batalha de Aljubarrota e tem mais para visitar além da ampla igreja e dos coloridos vitrais. Os belíssimos claustros rendilhados e outras dependências, como os panteões reais, um deles nas Capelas Imperfeitas, espaço imperdível na visita, acredita. 

Convento de Cristo

Há muitos motivos para uma visita demorada a Tomar, mas o Convento da Ordem de Cristo e o castelo templário são símbolos maiores da cidade. É um conjunto arquitetónico impressionante, do qual se destaca a Charola da igreja (em forma octogonal inspirada nos Templos de Jerusalém), os Claustros e a janela mais célebre de Portugal: a janela manuelina da Sala do Capítulo. 

 

Museu Nacional Machado de Castro

Deve o seu nome ao mais notável escultor português do séc. XVIII, mas não é feito só de escultura: tem núcleos de pintura (onde encontras obras-primas da pintura flamenga), ourivesaria (com exemplares que mostram a riqueza de outros tempos) e ainda de cerâmica e de têxtil. A renovação do museu em 2014 mereceu um prémio internacional pela harmonia entre o registo histórico e o contemporâneo e, garantimos, é dali que podes usufruir uma das vistas mais bonitas sobre a cidade dos Estudantes!

Museu Nacional Grão Vasco

É no centro histórico de Viseu, junto à Catedral, que encontramos um imponente edifício de granito, datado de 1593, que hoje alberga importantes coleções de pintura portuguesa (desde logo, as de Vasco Fernandes, o Grão Vasco), mas também uma diversidade de outras coleções: escultura, ourivesaria, arte russa, faiança portuguesa, porcelana oriental, numismática, desenho, etc. Um acervo tão vasto e tão rico só nos pode enriquecer. 

 

Museu Monográfico de Conímbriga

Visita de estudo obrigatória para muitos de nós, vale a pena regressar a Condeixa-a-Velha para ver as ruínas  da Cidade romana de Conímbriga com “outro olhar” e outra capacidade de perceber a riqueza das residências de então, os mosaicos e vestígios de pintura mural. 

 

Museu Nacional da Resistência e Liberdade

Situado em Peniche, é o mais recente mas não menos relevante museu sob tutela do Estado, que evoca as lutas travadas em nome da Liberdade e dos Direitos Humanos. Integrado na Forteleza de Peniche, ex-prisão política da Ditadura, este museu presta homenagem aos antigos presos, às suas famílias e à população e a todos os que dedicaram na luta contra o fascismo e na conquista da liberdade.

 

O “renovado” Castelo de Leiria e outras atrações para colocar na lista

 

Outros espaços para teres “debaixo de olho” neste regresso à vida cultural são os tutelados pela Direção Regional de Cultura do Centro, entre os quais está o Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, “museu do Naturalismo português”, com uma importante coleção de pinturas e de escultura dos séculos XIX e XX, que reabre no dia 5 com entrada gratuita, horário alargado (até às 19 horas) e programação especial, que inclui visitas temáticas e uma prenda para cada visitante. 


Castelo de Leiria

Já sob tutela municipal e com reabertura prevista para maio, o Castelo de Leiria e a Igreja da Pena também devem constar na tua lista de reencontro com os monumentos. Ao longo de três anos foi feita uma requalificação do monumento: foi criado um novo circuito de visita, um anfiteatro e dois elevadores que vão facilitar a vida aos visitantes. 

 

Para embarcares nestas viagens culturais não precisas de ir muito longe. Palmilha o nosso património e conecta-te com estes espaços que convidam à reflexão e à libertação de emoções, depois de tanto tempo “confinadas”. 


Castelo de Porto de Mós

E fica atento aos Roteiros da Bússola, onde encontras já conteúdos referentes a espaços como o MIAT / Museu Industrial e Artesanal do Têxtil, em Mira de Aire, o Forte de São Miguel Arcanjo, na Nazaré, o Castelo de Porto de Mós, o Museu do Vinho e ainda o Mosteiro de Coz (Alcobaça).  

 

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